quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Música: Mute Math - Mute Math




















Apesar de ser errado julgar um livro pela sua capa, convenhamos que há capas de álbums que são tão excêntricas que te levam a dizer "ah, não pode ter nada de bom nisso". Bom, eu aprendi a minha lição definitivamente com este álbum. Estava eu no it-leaked a procurar por algo novo quando me deparei com essa capa. Fiquei muito intrigado com a imagem de luzes substituindo o rosto dos integrantes e resolvi fazer o download sem nem procurar mais informações sobre o som dos caras. Sorte a minha!

Do começo ao fim, as canções maravilhosas do Mute Math capricham nos detalhes. Desde a bateria brilhantemente tocada por Darren King na abertura instrumental "Collapse" até os teclados do vocalista Paul Meany em "Chaos"; de "Typical", primeiro single do álbum que incorpora toques de bateria que lembram o U2 a "Picture", com seu som extraordinário e vibrante. Cada faixa contém algo diferente.

Com guitarras peculiares, teclado/guitarras e um Atari(!) personalizado, cada música é excessivamente trabalhada. Embora seu ambiente comum seja mais limitado ao seu som instrumental, as letras do Mute Math não o afetam. O vocal de Paul Meany, semelhante à forma do Sting (The Police) cantar, executa cada canção suave e brilhantemente. Além disso, há também a qualidade indiscutível de suas letras que soam como se flutuassem pela sinfonia poética de cada canção.

Embora o disco desacelerar com o passar das faixas, isso nunca se torna um problema. Com uma sequência de faixas bem detalhada e o uso do Atari na última faixa, "Reset" (presente também no EP de estréia da banda, e somente na versão limitada deste álbum), o quarteto exibe alguns dos seus talentos na produção na segunda metade do disco. "Stare at the Sun", "Break the Same" e "Picture" merecem destaque nesta parte do álbum. Ao ouvi-las, não seria surpresa se você desejasse que o Mute Math levasse seu som ainda mais para o lado experimental de sua música.

O Mute Math se encaixa naquela categoria do indie que você nunca se cansa de ouvir. Com um vocal excelente, um baterista que encarna John Bonham e a fama de uma das melhores bandas ao vivo ainda na ativa, seu álbum de estréia é, sem dúvida, uma obra de arte.

Para fãs de: Guster, Snow Patrol, The Shins

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