sábado, 28 de agosto de 2010

Filme: Remember Me

"Gandhi disse que não importa o que você faça em sua vida, será insignificante. E que é muito importante que você faça."




Eu disse pra minha mãe que era mais triste do que "O caçador de pipas" e "O menino do pijama listrado" juntos, ela disse que podia até ser, mas não mais triste do que "A corrente do bem". Daí eu já não sei, porque eu nunca vi.
O filme começa e você já se assusta, uma garota de onze anos vê a mãe morrer à tiro em um metrô por dois assaltantes, depois disso ela passa a morar com o pai que é policial.
Robert Pattinson (Crepúsculo) e Emilie de Ravin (Lost) juntos em um filme romântico e dramático, incrível.
Eu sou sensível, chorei do início ao fim do filme.
Tyler (o personagem do Robert) perde um irmão por suicídio, o irmão que ele passava todas as manhãs juntas. Ele também não se entende com o pai, que vive enfiado em negócios e nunca quer saber sobre a vida da filha mais nova (Caroline - Ruby Jerins) que é artista e a queridinha do irmão. Divide um apartamento com um amigo e, como ele mesmo diz "vivem como porcos". Tem o hábito de ir todas as manhãs à um café, escrever em um diário como se contasse seus segredos para o irmão falecido. Me pareceu que ele é ansioso (claro, com tantos problemas), em uma cena mostra as pernas dele embaixo da mesa, elas não param de bater. Tyler frequenta uma faculdade sem ser matriculado, e não liga muito pra festas ou mulheres, só pro cigarro, livros, o diário e a cerveja.
Em uma noite qualquer ele sai com o amigo do apartamento, e acaba se metendo em uma briga na rua onde é preso e apanha de um policial. O amigo, que diferente de Tyler fica preocupado e bravo, liga para Charles (Pierce Brosnan e pai de Tyler) e pede que ele pague a fiança. Os dois são liberados.
Aidan descobre que o policial que prendeu Tyler tem uma filha, e o convence de ir falar com ela. Os dois saem para jantar, e começam a se ver até que a garota passa uma noite na casa dele e arruma problemas com o pai, tendo que sair de casa e ficar por um tempo no apartamento apertado e porco. Eles se apaixonam, passam o aniversário de Tyler juntos.
Caroline tem uma exposição com seus desenhos, e como Tyler e a mãe previam, o pai deles não vai. Tyler, revoltado, arruma problemas com ele no meio de uma reunião, e volta pra casa do mesmo jeito que chegou no prédio da empresa do pai, de bicicleta. Ally está lá, tentando se refrescar, afinal o apartamento é pequeno demais e apertado demais. Ela acalma Tyler e.. é.
O Robert ficou muito melhor barbudo, com cara de sujo e fumante do que como vampiro pintado de branco e brilhando em alguns casos. E a Emilie, eu achei que ela tinha engordado pra fazer o filme, mas continua magra, foi só o corte de cabelo.
O pai de Ally, bravo com ela por ter saido de casa consegue descobrir aonde a filha se esconde, e vai até o apartamento e mexe nas coisas de Tyler e quase o mata e pergunta a ele quando vai contar a Ally sobre o motivo de ter ido falar com ela.
Então, Ally chega e ele conta pra ela a verdade, ela sai do apartamento dele e Tyler passa dias sem ela, até a irmã sofrer um trauma por corte de cabelo violento e bullying, e Ally ir visita-la. Os dois voltam e vão morar juntos, Charles passa a dar mais atenção à filha mais nova e a leva pra escola e Tyler vai pra empresa dele, em um prédio, no dia onze de setembro de 2001 para uma reunião. E aí o filme acaba.








Não era a minha intenção fazer um post desse tamanho, mas caso contrário ele sairia uma bosta.
O filme é simplesmente lindo, tem cenas divertidas e cenas fortes e eu continuei chorando depois que ele acabou. Recomendo muito.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Música: Sigur Rós - Ágætis Byrjun




















O folclore islandês fala do "Povo Escondido" que vive em rochedos e montanhas de lava do país. Mesmo nesta era moderna de telefones celulares e helicópteros, os islandeses continuam a acreditar que as pessoas ainda estão por aí escondidas em algum lugar. Os trabalhadores da construção civil do país chegam até a desviar estradas para não passarem em supostos pontos onde o povo escondido habita. Como pode uma pessoa moderna encontrar fé em fantasias desse tipo? Uma pouco de mitologia nórdica e uma paisagem deslumbrante explica isso. A música do Sigur Rós com certeza também perpetua tal fato, no mínimo, peculiar.

O álbum começa como se estivesse submerso. Ao fundo você ouve um sonar ecoando e ditando o ritmo da canção; de uma cativante e tão aconchegante que soa como um oceano dentro de sua mente. Um órgão então entra em cena. A bateria é tão suave que praticamente passa despercebida durante a evolução da música. A arpa abre caminho para a guitarra caótica, que espalha seus ruídos por todos os lados. Imerso em tal estado de hipnose, você se deixa levar pela canção como se estivesse flutuando em mar aberto a caminho do paraíso. A música termina com um batimento cardíaco acelerado que palpita pelo seu peito. Sinta sua última respiração. Você morreu.

A faixa seguinte sai da seção de cordas de "Svefn-G-Englar" para a maravilhosa "Starálfur". Um solo de piano abre a canção, até o vocal e o violino entrarem em cena. A partir do segundo verso escuta-se partes de bateria com um tom mórbido, até que vários instrumentos de corda florescem para um solo clássico. A canção tem quebras sutis com trechos acústicos onde só se ouve a voz do cantor como se em uma caixa de som estourada e um violão acústico mantendo o compasso. Desta forma, o álbum continua a te levar cada vez mais pro alto (ou pra baixo, dependendo da sua perspectiva ao apreciá-lo).

"Ný Batterí" começa com uma sequência de cornetas tocadas aleatoriamente. Elas vão lentamente se distanciando como em redemoinhos onde o zumbido baixo massagea sua mente. Quando você menos percebe, a música entra em erupção junto com a bateria (com um som particularmente peculiar). Com um toque de bateria típico do jazz bebop e vários pianos melhoram o astral em "Hjartað Hamast". "Olsen Olsen" é simplesmente a parte mais delicada do álbum. Simples e objetiva, ela chega a tocar a sua alma.

Taxar esta música de "post-rock" seria um insulto; o Sigur Rós é o "pré" seja lá o que vier neste século. Piano, flautas, arpas, cornetas, trompetes, e aquela voz surpreendentemente relaxante que faz você se sentir voando dentre as nuvens (seja lá onde quer que você realmente esteja) são o que caracterizam este grupo. Esses caras inventaram uma linguagem lírica (Hopelandish) que você pode estar tanto choramingando pelos cantos ou mesmo esbravejando sua raiva e insatisfação que, para quem te ouve, sem dúvida isso irá soar como música.

O Sigur Rós faz esta afirmação em seu website: "Nós simplesmente vamos mudar a música para sempre, e a forma como as pessoas pensam sobre música. O feto anjo alienígena impresso na capa do álbum serve como o logotipo perfeito. O Sigur Rós sem muito esforço consegue fazer música que é potente, glacial e tranquilizante. Eles são as pessoas escondidas. Crianças serão concebidas, pulsos serão cortados, cicatrizes serão curadas e lágrimas escorrerão por este grupo. Eles são, sem a menor sombra de dúvida, a primeira banda realmente importante do século 21.

Para fãs de: Radiohead, Amiina, Arcade Fire

Obs.: "Sigur Rós" em português significa "Rosa Vitória" e "Ágætis Byrjun" significa "Um bom começo".

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Música: Mute Math - Mute Math




















Apesar de ser errado julgar um livro pela sua capa, convenhamos que há capas de álbums que são tão excêntricas que te levam a dizer "ah, não pode ter nada de bom nisso". Bom, eu aprendi a minha lição definitivamente com este álbum. Estava eu no it-leaked a procurar por algo novo quando me deparei com essa capa. Fiquei muito intrigado com a imagem de luzes substituindo o rosto dos integrantes e resolvi fazer o download sem nem procurar mais informações sobre o som dos caras. Sorte a minha!

Do começo ao fim, as canções maravilhosas do Mute Math capricham nos detalhes. Desde a bateria brilhantemente tocada por Darren King na abertura instrumental "Collapse" até os teclados do vocalista Paul Meany em "Chaos"; de "Typical", primeiro single do álbum que incorpora toques de bateria que lembram o U2 a "Picture", com seu som extraordinário e vibrante. Cada faixa contém algo diferente.

Com guitarras peculiares, teclado/guitarras e um Atari(!) personalizado, cada música é excessivamente trabalhada. Embora seu ambiente comum seja mais limitado ao seu som instrumental, as letras do Mute Math não o afetam. O vocal de Paul Meany, semelhante à forma do Sting (The Police) cantar, executa cada canção suave e brilhantemente. Além disso, há também a qualidade indiscutível de suas letras que soam como se flutuassem pela sinfonia poética de cada canção.

Embora o disco desacelerar com o passar das faixas, isso nunca se torna um problema. Com uma sequência de faixas bem detalhada e o uso do Atari na última faixa, "Reset" (presente também no EP de estréia da banda, e somente na versão limitada deste álbum), o quarteto exibe alguns dos seus talentos na produção na segunda metade do disco. "Stare at the Sun", "Break the Same" e "Picture" merecem destaque nesta parte do álbum. Ao ouvi-las, não seria surpresa se você desejasse que o Mute Math levasse seu som ainda mais para o lado experimental de sua música.

O Mute Math se encaixa naquela categoria do indie que você nunca se cansa de ouvir. Com um vocal excelente, um baterista que encarna John Bonham e a fama de uma das melhores bandas ao vivo ainda na ativa, seu álbum de estréia é, sem dúvida, uma obra de arte.

Para fãs de: Guster, Snow Patrol, The Shins

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Música: GOB - Muertos Vivos




















Após o lançamento do "Foot In Mouth Disease" em 2003, o GOB voltou à clandestinidade. Com o fim do contrato com a sua gravadora, a banda simplesmente sumiu do radar de todo mundo por um tempo. Ninguém sabia onde eles estavam e porque haviam desaparecido, mas depois, no início de 2007, a banda ressurgiu. De início eles só anunciaram que tinham acabado de concluir um novo álbum. Daí as notícias saiam aos poucos: nomes das músicas, data de lançamento, até mesmo trechos de algumas canções.

Muertos Vivos, quinto álbum de estúdio da banda, ainda apresenta um sentimento mais pesado; porém, o álbum com certeza não é o que eu esperava ouvir dos caras. É melhor! O disco é mais pesado, muito mais forte e sombrio do que qualquer coisa que a banda fez nos seus quatro álbums anteriores. Em vez daquela atitude punk rock de viver livremente e fazer o que você quiser que o GOB tinha anteriormente, o álbum é mais cabeça, centrado em questões mais profundas da vida moderna. "Nós somos os mesmos, só que com medo, qual é a diferença quando estamos todos morrendo?", (trecho de "We're All Dying"); "Nós andamos em linha reta, tomamos este caminho direto para o inferno; queremos uma solução rápida, nós nos colocamos dentro de um comprimido; desgraça, salvação, não consigo ver a diferença mesmo", ("Prescription"); e "Eu saí para encontrar um funeral, ninguém morreu, eu fiquei esperando", ("Underground") são apenas algumas amostras das letras; ligeiramente diferentes do "Eu quero pular em um lago, o sol brilhando na praia no verão", ("Soda", do primeiro álbum da banda "Too Late... No Friends") você não acha?

As letras não são a única coisa transmitindo aquela sensação de mau pressentimento. As guitarras estão mais pesadas e o vocal de Tom Thacker (vocalista e compositor de 11 das 12 faixas do álbum) está mais profundo em todas as músicas. Porém, apesar das reflexões e da falta de esperaça presentes nas canções, o Muertos Vivos ainda é realmente um álbum de pop-punk sólido. Ele começa com a altamente enérgica "We're All Dying", uma canção de rebeldia construída com uma percussão forte e riffs de guitarra marcantes. "War Is A Cemetery" segue de onde "We're All Dying" terminou, só que com um refrão que você não consegue evitar querer cantar junto com os caras.

No entanto, a coisa mais estranha são as músicas que caracterizam a mudança mais evidente na estrutura da banda: as três músicas de quatro minutos e meio agrupadas a meio do álbum. "Still Feel Nothing", "Banshee Song" e "18" são muito mais lentas do que qualquer coisa que o GOB havia feito no passado, e parecem que se encaixariam perfeitamente em qualquer álbum do Sum 41 - é realmente uma muito engraçado. Essas são quase tão diferentes quanto "Face The Ashes", que é uma canção totalmente digitalizada com vocais que parecem que foram submetidos a alguma distorção muito pesada que funciona muito bem.

De modo geral, o Muertos Vivos é um ótimo álbum do GOB. Realmente uma guinada na música da banda, uma vez que é mais profundo e ligeiramente mais lento do que qualquer coisa que a banda já havia lançado no passado; mas ainda assim é um disco que eu ouço bastante e que não só instrumentalmente diz alguma coisa. Os fãs do Sum 41 provavelmente irão gostar dele também.

Para fãs de: Sum 41, Fenix TX, I Hate Kate

sábado, 7 de agosto de 2010

Filme: Eclipse

Pois é, eu sei, eu sei. "vampiros que brilham no escuro", "modinha", "romance paia"... e bla bla bla. Mas sim, eu vi Eclipse no cinema e se pudesse teria visto legendado. Como todos os outros da série a dublagem ficou TERRÍVEL, mas eu confesso que tenho dificuldade de acompanhar legenda e cena ao mesmo tempo '-' (triste)
O filme foi até interessante, gostei das lutas e das cenas de romance entre a Bella e o Edward, mas os livros são muito melhores. Nesse caso ler é muito mais prazeroso do que assistir, a produção do filme deixou um pouco a desejar. Mas eu gostei da ação do filme e das partes das quais davam para rir, das provocações do Jacob com o Edward e da Bella e seu jeito egoísta de querer dois ao mesmo tempo.
Tenho lá meus motivos pra achar o filme um pouco triste, mas recomendo para quem gosta de rir dos vampiros brilhando no escuro ou para quem gosta de um pouco de ação.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Música: Set Your Goals - This Will Be The Death Of Us




















Em um ano (como se fosse piada) referido como "o ressurgimento do pop-punk" por alguns "experts" no assunto, não há muitas bandas dentro do gênero que vão lançar um álbum tão bom quanto o "This Will Be The Death Of Us", do Set Your Goals. Com todas as letras escritas pelo vocalista Jordan Brown, o álbum que tem 12 trilhas é como a Liga da Justiça - as faixas são impressionantes individualmente, mas simplesmetne imparáveis quando ouvidas juntas.

O Set Your Goals exibe uma explosão que muitas bandas não conseguem igualar. A faixa-título dá as caras com uma guitarra enérgica, enquanto os vocalistas Matt Wilson e Jordan Brown harmonizam muito bem por toda ela. Vinnie Caruana (vocalista do I Am The Avalanche) acrescenta um verso poderoso para fechar a trilha. Canções como "Look Closer" e "Like You To Me" compactam uma poderosa melodia com um tom agradável, enquanto "Summer Jam" é uma daquelas que você quer cantar junto, registrando memórias da turnê inicial da banda.

O coração do álbum está nas próximas músicas. "The Fallen" mantém a alma do também excelente primeiro álbum demo da banda (Mutiny!) de 2006. As trocas do vocal por parte de Wilson e Brown são muito bem executadas, enquanto o baterista Michael Ambrose define o ritmo. "The Few That Remain" apresenta ótimas quebras de ritmo e uma participação de matar de Hayley Williams (Paramore), garantindo assim a esta faixa o título de favorita a muitos fãs. John Gula (vocalista da banda metal/punk Turmoil) empresta sua voz a brutal em "Gaia Bleeds (Make Way For Man)", que é a música mais pesado que o SYG já compôs.

Além de arrebentar com sua musicalidade, o Set Your Goals também assume uma postura com suas letras, abordando problemas do dia-a-dia e questionando a autoridade. "Flawed Methods of Persecution & Punishment" manda uma mensagem com letras socialmente conscientes embrulhadas em um som extremamente cativante. "Our Ethos: A Legacy To Pass On" tem aquele estilo skate punk dos anos 90 (graças aos guitarristas Audelio Flores e Daniel Coddaire), criando uma trilha barulhenta que apresenta Chad Gilbert gritando do fundo de seus pulmões. A canção fecha o álbum com a principal mensagem de positividade do Set Your Goals.

This Will Be The Death Of Us é o retorno do pop-punk que você conhece e adora. Nunca tendo um momento para relaxar, o Set Your Goals melhorou em todos os sentidos em relação à sua estréia em 2006, com o Mutiny!. Ele tem o toque que tem faltado ao gênero há alguns anos, enquanto a banda se torna espetacular ao escrever letras atrativas sem que soem "radiantes" (no sentido GAY da palavra) ou superproduzidas. Tenha certeza: este é um dos melhores álbums recentemente lançados no estilo que levou jovens à loucura durante os anos de domínio de bandas como Green Day, Blink-182, The Offspring, etc.

Para fãs de: New Found Glory, A Day To Remember, Valencia

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Filme: Dança com Lobos

Hoje a turma da escola se reuniu na casa de uma amiga para ver o filme "Dança com Lobos", na verdade eu não fui mas já havia visto o filme no ano passado umas duas vezes. O filme conta sobre um soldado que, após a Guerra Civil das antigas Treze Colônias saiu de sua casa para explorar o "velho oeste". As Treze Colônias eram no leste do país tendo o oeste habitado por índios.
Esse soldado começa a morar sozinho no meio do 'nada' e conhece os Sioux que são nativos de lá, se tornando amigo deles e conhecendo seus costumes, até aprende a falar a sua língua e vice versa. Ele se apaixona por uma 'branca' que foi adotada pelos índios, já que seus pais foram mortos quando ela era pequena.
O soldado começa a viver com aqueles índios, participa até de guerras ao lado deles.
Eu particularmente adorei o filme, apesar de ter uma grande duração. Ele ajuda a entender melhor a história dos Estados Unidos (nem tanto, mas ajuda) e foi indicado pela nossa professora de história.