A marca de uma boa banda não é apenas se ela pode resistir ao teste do tempo, mas também se pode crescer e evoluir com sucesso ao fazê-lo. O Alkaline Trio está por aí já desde os tempos de cantor underground de Matt Skiba em Chicago em meados dos anos 90, e cada lançamento subseqüente constituiu um passo no seu crescimento musical florescente. Crimson é o melhor próximo passo para o Alkaline Trio. Ele mantém o sentido sombrio e devastador do Good Mourning, mas também é muito mais acessível com a sua agressividade mais controlada, com toques de piano e a ótima produção de Jerry Finn, que trabalhou com o Blink-182 e é muito relevante para o som do Alkaline Trio.
Gradualmente, porém, é a música que está lentamente em metamorfose. Não se trata de uma mudança radical de direção em comparação com os álbuns anteriores, mas é o suficiente para dizer que a banda ainda está aprendendo e se esforçando para que a perfeição melódica que todas as boas bandas punk ainda mantém. Um exemplo chave seria "Burn", que mostra a profundidade tanto musical quanto emocional de Matt Skiba enquanto ele lastima "Com o intuito de queimar, fingindo lutar contra isso; Todo mundo aprende mais rápido no fogo". Outra faixa que segue esta mesma linha é "I Was A Prayer", enfatizando as partes de guitarra.
Claro, há também canções puramente pop punk como "Mercy Me", "Your Neck" e "Dethbed" - onde as letras vão até um nível no mínimo interessante: "Caindo como estrelas num oceano negro, nós vamos desaparecer; E qualquer coisa que permanecer reconhecível será varrido com o medo". É tudo novo até chegarmos ao epicentro do álbum "Sadie", um conto psicótico passível de Alfred Hitchcock. Com as amarras conectadas ao rock gótico do The Cure, a canção conta a história de Sadie Glutz (entenda, Susan Atkins da Família Manson). Friamente ele termina a canção com a leitura de uma declaração de Susan Atkins: "Eu acho que se eu encontrasse um deus que fosse tão bonito para mim, eu faria qualquer coisa para ele. Eu faria qualquer coisa para Deus. Até mesmo um assassinato, se eu acreditasse que era Deus, como isso poderia não ser correto? Porque ele disse que era. Eu não tenho nenhum remorso de assassino dentro de mim, eu não tenho culpa em mim". Manero!
E é por isso que o Alkaline Trio parece ter aquela presença atemporal enquanto outras bandas vem e vão, surgindo brevemente sob os holofotes da MTV e logo em sequência, com a mesma velocidade, sumindo das do cenário musical. É o pop punk amarrado a um mundo adulto, com uma macabra maquiagem que consegue evitar a idiotisse pura, muito comum hoje em dia nesse ramo. Felizmente para nós, não há fim à vista, como Skiba promete em "I Was A Prayer", "Irei cuspir palavras até você ver meus pulmões na pista". Ainda bem!
Para fãs de: The Offspring, Rise Against, MxPx
Gradualmente, porém, é a música que está lentamente em metamorfose. Não se trata de uma mudança radical de direção em comparação com os álbuns anteriores, mas é o suficiente para dizer que a banda ainda está aprendendo e se esforçando para que a perfeição melódica que todas as boas bandas punk ainda mantém. Um exemplo chave seria "Burn", que mostra a profundidade tanto musical quanto emocional de Matt Skiba enquanto ele lastima "Com o intuito de queimar, fingindo lutar contra isso; Todo mundo aprende mais rápido no fogo". Outra faixa que segue esta mesma linha é "I Was A Prayer", enfatizando as partes de guitarra.
Claro, há também canções puramente pop punk como "Mercy Me", "Your Neck" e "Dethbed" - onde as letras vão até um nível no mínimo interessante: "Caindo como estrelas num oceano negro, nós vamos desaparecer; E qualquer coisa que permanecer reconhecível será varrido com o medo". É tudo novo até chegarmos ao epicentro do álbum "Sadie", um conto psicótico passível de Alfred Hitchcock. Com as amarras conectadas ao rock gótico do The Cure, a canção conta a história de Sadie Glutz (entenda, Susan Atkins da Família Manson). Friamente ele termina a canção com a leitura de uma declaração de Susan Atkins: "Eu acho que se eu encontrasse um deus que fosse tão bonito para mim, eu faria qualquer coisa para ele. Eu faria qualquer coisa para Deus. Até mesmo um assassinato, se eu acreditasse que era Deus, como isso poderia não ser correto? Porque ele disse que era. Eu não tenho nenhum remorso de assassino dentro de mim, eu não tenho culpa em mim". Manero!
E é por isso que o Alkaline Trio parece ter aquela presença atemporal enquanto outras bandas vem e vão, surgindo brevemente sob os holofotes da MTV e logo em sequência, com a mesma velocidade, sumindo das do cenário musical. É o pop punk amarrado a um mundo adulto, com uma macabra maquiagem que consegue evitar a idiotisse pura, muito comum hoje em dia nesse ramo. Felizmente para nós, não há fim à vista, como Skiba promete em "I Was A Prayer", "Irei cuspir palavras até você ver meus pulmões na pista". Ainda bem!
Para fãs de: The Offspring, Rise Against, MxPx
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