quinta-feira, 29 de julho de 2010

Música: Billy Talent - Billy Talent III




















O Billy Talent sabe tudo sobre jogar durante muito tempo. Por anos, antes de aparecerem pela primeira vez no Reino Unido e ganharem reconhecimento, eles permaneceram ralando em seu país de origem (o Canadá) desenvolvimento de seu som, encontrando a sua identidade (que começou com o nome de Pezz), e lenta mas seguramente ganhando experiência. Mesmo quando eles se lançaram ao mundo com um álbum próprio em 2003 e com o apoio das grandes gravadoras, eles não foram um sucesso da noite para o dia. O sucesso de canções como "This Is How It Goes" e "Try Honesty", sem dúvida foi totalmente inesperado, mas mesmo naquele momento, com o entusiasmo visívelmente borbulhando, o Billy Talent se sentiu como um fenômeno underground. Foi só com o seu segundo álbum, de 2006, que o quarteto começou a receber o reconhecimento merecido no cenário pop-punk norte-americano. A esta altura, eles já haviam desenvolvido seus talentos líricos consideravelmente. O resultado foi o brilhante "Billy Talent II" (o melhor da banda até hoje), um enorme sucesso embalado com músicas de primeira qualidade.

Avançando para 2009, e o Billy Talent já é bem conhecido e respeitado aí fora. No entanto, está na hora de dar o próximo passo, e é exatamente isso o que eles fizeram. Mas como? Entrevistas recentes quase sugeriram um novo rumo, com a banda se referindo ao "Billy Talent III" como o álbum mais sombrio que eles fizeram até agora. Contudo, enquanto o disco pode soar mais denso como um todo, em sua excência ele é o clássico de Billy Talent - apenas feito de uma maneira mais forte e mais direta do que nunca.

O primeiro single, "Rusted From The Rain" é apenas um exemplo de como as coisas ficaram mais pesadas e, talvez, aponta exatamente para onde o Billy Talent mandou bem o tempo todo. Não há como confundir o legado de bandas dos anos 90, como Green Day e Pearl Jam em canções como esta. Na verdade, quer se trate de cuspir rock bufando ("Tears Into Wine") ou uma balada trágica ("White Sparrows"), Ben Kowalewicz (vocalista/compositor) e companhia nunca perdem o foco. Você pode muito bem fazer a associação musical a outros grupos aqui e ali - os fãs de Muse, sem dúvida, irão gostar de "The Dead Can't Testify" -, mas é sempre apenas de passagem, porque o Billy Talent já chegou ao patamar de ser a banda a ser comparada; que fez o seu som virar a sua própria marca.

Outra área em que o Billy Talent se destaca é também nas letras. No passado, Ben foi inspirado por tudo: desde problemas pessoais a artigos de jornal; e parece que nada mudou. O "Billy Talent III" abrange todo o espectro - a perseguição, a política, tentativas de suicídio, o luto, e ser um fracasso no amor. Cada canção conta uma história, mas o que você escolhe tirar dela fica a seu critério. A questão é que esse álbum consegue deixar lições de moral extremamente divertidas, e dão às suas músicas intensidade e transmitem uma hostestidade ímpar. No entanto, se há uma moral para o álbum como um todo, tem que ser a de que o trabalho duro compensa, porque o "Billy Talent III" é um exemplo alucinante de uma banda no topo de seu jogo.

Para fãs de: Sum 41, Zebrahead, Three Days Grace

Nenhum comentário:

Postar um comentário