Dois anos e pouco após o merecido reconhecimento atingido com o ótimo álbum "Puzzle" e a ascenção do Biffy Clyro de banda de fim de noite à atração principal do festival, surge o novo trabalho dos caras: Only Revolutions. Ainda é o mesmo antigo Biffy, sem dúvida (os perfeitos versos 'para-e-continua' e a voz rouca inconfundível de Simon Neil nos refrãos ainda são muito marcantes), mas o quinto álbum de estúdio dos cabeludos escocêses tem o som de um grupo que cresceu consideravelmente após dois anos sem-camisas suando nos incontáveis palcos ao redor do mundo.
Desde do início, com um som que lembra a trilha sonora de quando um pirata vai andando na tábua em direção aos tubarões, "The Captain" tem uma guitarra pessada com pausas estratégicas para criar uma abertura brilhante. A música seguinte, "The Golden Rule" é uma obra de arte; e é surpreendentemente - por estar posicionada tão no começo do álbum - a canção mais pesada do CD. O riff pesado bem ao estilo Queens of the Stone Age também está presente. A influência de Josh Homme sobre o álbum não para por aí; ele também contribui para um solo de guitarra na faixa seguinte "Bubbles". As clássicas baladas Rock N' Roll "God & Satan" (particularmente a minha favorita do álbum) e "Many of Horror" são excelentes; esta última contendo letras que apertam na garganta, como:
You say, 'I love you, boy' (Você diz, 'Eu te amo, cara')
But I know you lie (Mas eu sei que você mente)
I trust you all the same (Eu digo o mesmo a ti)
I don't know why (Não sei porque)
...que mostra a questão a partir de um ponto de vista diferente. Sabe aquelas músicas que grudam à sua cabeça que você não consegue parar de cantar nem por um instante o resto do dia todo? Essa é "Shock Shock". "Born On A Horse" toma uma direção em que o Biffy Clyro nunca havia se aventurado antes. A única canção do álbum que não se compara às grandes obras deste álbum é "Boooom, Blast & Ruin". Esta se parece com alguma faixa de qualquer álbum dos dias underground do Biffy Clyro (com uma melhor produção, é claro), mas não agrada tanto nem aos fãs hardcore fiéis àqueles dias nem à base de garotos fãs desde o famoso álbum anterior.
O álbum também tem lugar para o single que chegou ao Top 5 no Reino Unido "Mountains", que mostra o quanto o Biffy evoluiu desde o single de estréia "Iname", de 1999, que não conseguiu chegar nem ao Top 200. "Only Revolutions" não é a revolução que os fãs hardcore estavam esperando, mas com certeza vai lançar a banda a alturas ainda maiores. Será quase impossível para qualquer um ouvir o álbum não se sentir estranhamente inspirado ou admirado. A única coisa que impede o Biffy Clyro de serem considerados deuses do rock em todo o mundo é a falta de publicidade ou propaganda.
Para fãs de: Foo Fighters, Weezer, The Raconteurs
Desde do início, com um som que lembra a trilha sonora de quando um pirata vai andando na tábua em direção aos tubarões, "The Captain" tem uma guitarra pessada com pausas estratégicas para criar uma abertura brilhante. A música seguinte, "The Golden Rule" é uma obra de arte; e é surpreendentemente - por estar posicionada tão no começo do álbum - a canção mais pesada do CD. O riff pesado bem ao estilo Queens of the Stone Age também está presente. A influência de Josh Homme sobre o álbum não para por aí; ele também contribui para um solo de guitarra na faixa seguinte "Bubbles". As clássicas baladas Rock N' Roll "God & Satan" (particularmente a minha favorita do álbum) e "Many of Horror" são excelentes; esta última contendo letras que apertam na garganta, como:
You say, 'I love you, boy' (Você diz, 'Eu te amo, cara')
But I know you lie (Mas eu sei que você mente)
I trust you all the same (Eu digo o mesmo a ti)
I don't know why (Não sei porque)
...que mostra a questão a partir de um ponto de vista diferente. Sabe aquelas músicas que grudam à sua cabeça que você não consegue parar de cantar nem por um instante o resto do dia todo? Essa é "Shock Shock". "Born On A Horse" toma uma direção em que o Biffy Clyro nunca havia se aventurado antes. A única canção do álbum que não se compara às grandes obras deste álbum é "Boooom, Blast & Ruin". Esta se parece com alguma faixa de qualquer álbum dos dias underground do Biffy Clyro (com uma melhor produção, é claro), mas não agrada tanto nem aos fãs hardcore fiéis àqueles dias nem à base de garotos fãs desde o famoso álbum anterior.
O álbum também tem lugar para o single que chegou ao Top 5 no Reino Unido "Mountains", que mostra o quanto o Biffy evoluiu desde o single de estréia "Iname", de 1999, que não conseguiu chegar nem ao Top 200. "Only Revolutions" não é a revolução que os fãs hardcore estavam esperando, mas com certeza vai lançar a banda a alturas ainda maiores. Será quase impossível para qualquer um ouvir o álbum não se sentir estranhamente inspirado ou admirado. A única coisa que impede o Biffy Clyro de serem considerados deuses do rock em todo o mundo é a falta de publicidade ou propaganda.
Para fãs de: Foo Fighters, Weezer, The Raconteurs
Brilhante análise, Kevin. Sempre notei nessa banda que havia uma influência latente do Stone Rock (gênero praticamente inventado por Josh Homme do QotSA), mas até então eram só conjecturas porque eu não conheço, efetivamente, a banda.
ResponderExcluirAgora, surgiu o interesse. Baixá-los ei! ;)
Tá massa o blog, continuem trabalhando nas resenhas.
Abração